Revista do CEJUR/TJSC: Prestação Jurisdicional https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur <p data-start="533" data-end="983">A <strong>Revista do CEJUR/TJSC: Prestação Jurisdicional</strong> é um periódico científico <em data-start="610" data-end="625">peer-reviewed</em>, editado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio do Centro de Estudos Jurídicos e da Academia Judicial (CEJUR/TJSC). O periódico tem como finalidade promover a produção, a difusão e o debate crítico do conhecimento jurídico, contribuindo para o aprimoramento da jurisdição e para a compreensão dos desafios contemporâneos do sistema de justiça.</p> <p data-start="985" data-end="1450">A revista se configura como um espaço acadêmico e institucional voltado à reflexão teórica, empírica e interdisciplinar sobre o Direito, a jurisdição, a organização judiciária e as relações entre justiça, Estado e sociedade. Busca-se fomentar a circulação de pesquisas que dialoguem com as transformações sociais, políticas, econômicas e tecnológicas, bem como com os impactos de contextos de conflito e instabilidade institucional sobre o funcionamento da justiça.</p> <p>A gestão editorial é gerenciada por meio do <em>Open Journal Systems</em> – OJS 3, sendo este software desenvolvido pelo grupo de pesquisa Public Knowledge Project (PKP) da Universidade British Columbia. <strong>Os artigos poderão ser submetidos em português, inglês e espanhol.<br /></strong></p> <p>Como forma de padronização de autoria, o Comitê Editorial deste periódico científico recomenda a inclusão do iD do ORCID no ato da submissão. O identificador ORCID pode ser obtido gratuitamente no endereço: <a title="ORCID" href="https://orcid.org/register%20" target="_blank" rel="noopener">https://orcid.org/register</a>. O autor deverá aceitar os padrões para apresentação de iD ORCID, e incluir a URL completa, acompanhada da expressão "http://", no seu cadastro, logo após o e-mail (por exemplo: <em>http://orcid.org/0000-0002-1825-0097</em>). </p> <p><strong>e-ISSN</strong>: 2319-0884 Impresso: 2319-0876| <strong>Ano de criação</strong>: 2013 | <strong>Área do conhecimento</strong>: Direito e áreas correlatas.|<strong>Qualis</strong>: A3 (2017-2020)|</p> Editora Alumniin pt-BR Revista do CEJUR/TJSC: Prestação Jurisdicional 2319-0876 <div>O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do artigo na revista;<br />• O(s) autor(es) garante(m) que a contribuição é original e inédita e que não está em processo de avaliação em outra(s) revista(s);<br />• A revista não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es);<br />• É reservado aos editores o direito de proceder ajustes textuais e de adequação do artigo às normas da publicação.</div><div>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/>Creative Commons </a><strong>- Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0)</strong><span>.</span><strong> </strong>. link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/<br /><p>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre) em<a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank">http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html</a></p></div> Pactos Sucessórios no Brasil: Viabilidade Extrajudicial e Limites Jurídicos em Perspectiva Comparada com Portugal e Alemanha https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur/article/view/496 <p data-start="197" data-end="682"><strong data-start="197" data-end="210">Objetivo: </strong>O artigo analisa a viabilidade jurídica dos pactos sucessórios no Brasil, considerando a vedação prevista no art. 426 do Código Civil e a possibilidade de sua formalização por escritura pública em cartórios, à luz dos princípios constitucionais da autonomia privada, da função social dos contratos e da segurança jurídica. O estudo também realiza uma análise comparativa com os modelos jurídicos de Portugal e Alemanha, que admitem e regulamentam contratos sucessórios.</p> <p data-start="684" data-end="1047"><strong data-start="684" data-end="700">Metodologia: </strong>A pesquisa adota abordagem qualitativa baseada em análise dogmática do direito e em estudo de direito comparado. Foram examinadas normas jurídicas, doutrina especializada, decisões jurisprudenciais relevantes e documentos institucionais relacionados ao processo de desjudicialização e ao papel dos cartórios na formalização de atos sucessórios.</p> <p data-start="1049" data-end="1503"><strong data-start="1049" data-end="1064">Resultados: </strong>Os resultados indicam que, embora a legislação brasileira imponha restrições formais aos pactos sucessórios, há espaço interpretativo para sua reconsideração à luz de princípios constitucionais e da evolução institucional do sistema jurídico. A análise comparativa demonstra que os modelos português e alemão conciliam autonomia privada, proteção dos herdeiros necessários e segurança jurídica, especialmente mediante controle notarial.</p> <p data-start="1505" data-end="1831"><strong data-start="1505" data-end="1522">Contribuição: </strong>O estudo contribui para o debate contemporâneo sobre planejamento sucessório e desjudicialização no Brasil, propondo uma reflexão crítica sobre a interpretação restritiva do art. 426 do Código Civil e apontando caminhos institucionais e normativos para a possível evolução do direito sucessório brasileiro.</p> Leonel Cezar Rodrigues Franciele Pereira Da Silva Almôas Copyright (c) 2026 Leonel Cezar Rodrigues, Franciele Pereira Da Silva Almôas https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-03-06 2026-03-06 14 e0496 e0496 10.37497/revistacejur.v14i00.496 Direito Internacional Humanitário: história, desafios e perspectivas de evolução em sua relação com a segurança internacional https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur/article/view/499 <p data-start="259" data-end="703"><strong data-start="259" data-end="272">Objetivo: </strong>O artigo analisa a evolução histórica do Direito Internacional Humanitário (DIH), bem como os principais desafios contemporâneos que afetam sua efetividade e sua relação com a segurança internacional. O estudo examina o desenvolvimento das normas humanitárias desde suas origens históricas até o atual sistema jurídico internacional, discutindo as tensões entre a proteção humanitária e as dinâmicas geopolíticas contemporâneas.</p> <p data-start="705" data-end="1037"><strong data-start="705" data-end="721">Metodologia: </strong>A pesquisa adota abordagem qualitativa baseada em análise jurídico-doutrinária e histórico-analítica do Direito Internacional Humanitário. Foram examinadas fontes normativas internacionais, literatura especializada, documentos institucionais e debates contemporâneos sobre o papel do DIH no sistema internacional.</p> <p data-start="1039" data-end="1574"><strong data-start="1039" data-end="1054">Resultados: </strong>Os resultados indicam que, embora o DIH tenha se consolidado como um corpo normativo essencial do direito internacional, sua efetividade enfrenta desafios significativos no contexto contemporâneo. Entre eles destacam-se o desenvolvimento de novas tecnologias militares, como sistemas de armas autônomas e inteligência artificial, as violações reiteradas das normas humanitárias em conflitos armados recentes e as tensões políticas no sistema internacional que dificultam a responsabilização por crimes internacionais.</p> <p data-start="1576" data-end="1977"><strong data-start="1576" data-end="1593">Contribuição: </strong>O estudo contribui para o debate acadêmico sobre o futuro do Direito Internacional Humanitário ao refletir sobre os caminhos possíveis para seu fortalecimento institucional, incluindo o papel do direito penal internacional, a necessidade de reforçar a cultura de cumprimento das normas humanitárias e a adaptação do DIH às novas formas de conflito e às transformações tecnológicas.</p> Paulo Cardinal Copyright (c) 2026 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-03-06 2026-03-06 14 e0499 e0499 10.37497/revistacejur.v14i00.499 A judicialização de plano de saúde em caso de beneficiários com transtorno de espectro autista e o risco à sustentabilidade financeira da saúde suplementar https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur/article/view/479 <p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt;">Objetivo:</span></strong><span style="font-size: 11.0pt;"> Analisar a judicialização da saúde suplementar em demandas envolvendo beneficiários com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando o desafio de conciliar o direito ao tratamento contínuo e adequado com a sustentabilidade econômico-financeira das operadoras de planos de saúde.</span></p> <p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt;">Método:</span></strong><span style="font-size: 11.0pt;"> O estudo adota o método dedutivo, partindo de premissas gerais para alcançar conclusões específicas. Utiliza-se pesquisa predominantemente bibliográfica, aliada à análise normativa e ao exame de dados jurisprudenciais do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), com enfoque nas decisões relacionadas à cobertura de tratamentos para pessoas com TEA.</span></p> <p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt;">Resultados:</span></strong><span style="font-size: 11.0pt;"> A pesquisa evidencia o crescimento expressivo da judicialização envolvendo tratamentos multidisciplinares para beneficiários com TEA, impulsionado pela ampliação das demandas assistenciais e pela interpretação extensiva das obrigações contratuais das operadoras. Constatam-se impactos relevantes na estrutura econômica dos planos de saúde, especialmente no que se refere ao aumento dos custos assistenciais.</span></p> <p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt;">Discussão:</span></strong><span style="font-size: 11.0pt;"> Observa-se que a judicialização desempenha papel central na efetivação do direito à saúde, garantindo o acesso a terapias essenciais. Contudo, decisões judiciais que desconsideram critérios técnico-atuariais e regulatórios podem comprometer o equilíbrio do sistema de saúde suplementar, gerando efeitos sistêmicos indesejados.</span></p> <p style="margin: 0cm; text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 11.0pt;">Conclusões:</span></strong><span style="font-size: 11.0pt;"> Conclui-se que a judicialização é instrumento fundamental para a proteção dos beneficiários com TEA, mas impõe desafios à sustentabilidade da saúde suplementar, sendo necessário o alinhamento das decisões judiciais às diretrizes regulatórias, bem como a utilização de mecanismos como a coparticipação para a equalização do sistema.</span></p> Claudinéia Onofre de Assunção Mota Heryca Aparecida Goulart Frederico Emillie Michels Copyright (c) 2026 Claudinéia Onofre de Assunção Mota, Heryca Aparecida Goulart Frederico, Emillie Michels https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-01-26 2026-01-26 14 e0479 e0479 10.37497/revistacejur.v14i00.479 Extinção tardia em ações de usucapião e eficiência processual: Quando a aquisição derivada não basta para afastar o interesse de agir https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur/article/view/472 <p><strong>Objetivo:</strong> Investigar os efeitos da extinção indistinta de ações de usucapião quando a posse decorre de aquisição derivada, avaliando se a declaração judicial de usucapião pode viabilizar a regularização dominial nessas hipóteses.</p> <p><strong>Metodologia:</strong> Pesquisa qualitativa, de método dedutivo, combinando revisão bibliográfica contemporânea sobre propriedade, função social e natureza (originária/derivada) da usucapião com análise jurisprudencial documental do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, mediante seleção e leitura integral de acórdãos paradigmáticos (2003–2025) e categorização dos fundamentos decisórios.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os achados indicam que a extinção automática por “aquisição derivada” não captura a complexidade fática dos litígios e pode gerar custos sociais e processuais, sobretudo quando inexistem meios ordinários viáveis.</p> <p><strong>Conclusões:</strong> A vedação apriorística mostra-se inadequada. Há soluções menos gravosas, como exigir o recolhimento de impostos no registro, quando evidenciada transmissão onerosa disfarçada, e aproveitar os atos processuais já praticados para converter a demanda em adjudicação compulsória, quando presentes seus requisitos.</p> <p><strong>Originalidade/Relevância:</strong> O artigo integra a virada jurisprudencial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas n. 28) ao debate sobre regularização fundiária, confrontando-a com a lógica do Programa Lar Legal e oferecendo critérios operacionais para reduzir extinções ineficientes.</p> Ana Laura Orsolin Rudson Marcos Copyright (c) 2026 Ana Laura Orsolin, Rudson Marcos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-03-06 2026-03-06 14 e0472 e0472 10.37497/revistacejur.v14i00.472 A Lei Orgânica n.º 1/2025 e a reconfiguração da mediação familiar na Espanha: Uniformização normativa e fortalecimento dos métodos consensuais https://revistadocejur.tjsc.jus.br/cejur/article/view/494 <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar as inovações introduzidas pela Lei Orgânica n.º 1/2025 no sistema de mediação familiar na Espanha, destacando seus impactos jurídicos, institucionais e sociais, bem como o potencial de uniformização normativa e fortalecimento dos meios adequados de solução de conflitos.</p> <p><strong>Metodologia:</strong> A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza jurídico-dogmática e comparativa, fundamentada em análise normativa, revisão bibliográfica e exame crítico do marco legal espanhol anterior e posterior à Lei Orgânica n.º 1/2025. Foram considerados também referenciais teóricos sobre mediação, acesso à justiça e cultura da consensualidade.</p> <p><strong>Resultados:</strong> Os resultados indicam que a Lei Orgânica n.º 1/2025 promove uma reconfiguração do modelo de mediação familiar ao ampliar sua obrigatoriedade procedimental, fortalecer a institucionalização dos métodos autocompositivos e estabelecer parâmetros mais claros para a atuação dos mediadores. Observa-se que a reforma contribui para a redução da litigiosidade, o aprimoramento da eficiência judicial e a consolidação de uma cultura jurídica orientada ao diálogo. Contudo, identificam-se desafios relacionados à implementação prática da norma, à capacitação dos operadores do direito e à harmonização entre as distintas comunidades autônomas.</p> <p><strong>Conclusão:</strong> Conclui-se que a Lei Orgânica n.º 1/2025 representa um avanço significativo no sistema espanhol de mediação familiar, ao promover maior uniformidade normativa e ampliar o protagonismo dos métodos consensuais. Sua efetividade, entretanto, depende da articulação entre políticas públicas, formação institucional e adequação das estruturas judiciais, de modo a garantir acesso à justiça mais célere, participativo e sustentável.</p> Márcia Ribeiro De Oliveira Copyright (c) 2026 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-01-26 2026-01-26 14 e0494 e0494 10.37497/revistacejur.v14i00.494